TERRITÓRIOS, CULTURAS E SABERES

 

Entender a Educação Integral em Tempo Integral como um direito implica reconhecer que todas as pessoas envolvidas nos processos educativos carregam seus próprios saberes, identidades e trajetórias e, a partir desse olhar, compreender que a escola se estabelece como um local de encontro das culturas e saberes que vivem no seu entorno. Portanto, a escola deve se conectar com a vida que ocorre além de seus muros, ampliando as oportunidades de aprendizado e desenvolvimento das(os) alunas(os) e reconhecendo que há saberes e conhecimentos no território, que a escola precisa valorizar e dialogar. 

Nesse sentido, é fundamental que a escola dialogue coletivamente sobre maneiras de se conectar com seu entorno, seja ele urbano ou rural, a fim de conhecer as possibilidades educativas e os processos socioterritoriais que a envolvem.

Ao criar vínculos com o território, a escola permite que estudantes e educadoras(es) compreendam melhor suas identidades, refletindo sobre quem são e como vivem no tempo e no espaço que transformam por meio de suas ações e interações. No entanto, sair do território e explorar outros lugares da cidade ou do campo também é importante, pois permite que as(os) estudantes entrem em contato com diferentes culturas e experiências, aprendendo sobre outras formas de organização do espaço e manifestações culturais. Essas vivências proporcionam novas oportunidades de aprendizado.

Considerar o território como um espaço que educa e dialoga ajuda as(os) estudantes a darem significado aos conhecimentos que já possuem, antes de chegar à escola, ou seja, as crenças e valores com os quais se identificam. Quando a escola aborda questões relevantes para o território, as(os) alunas(os) conseguem perceber mais facilmente que o que estão aprendendo está conectado com suas próprias vidas. 

Ao pensar a cidade e o campo como territórios histórico-educativos, como lugares de aprender, muitas outras lógicas começam a emergir como possibilidades de construção e produção de saber. As experiências aqui relatadas podem inspirar outras Redes de Ensino, pois evidenciam a territorialização dos currículos a partir de movimentos de circulação, que vão do entorno da escola a outros espaços culturais e de lazer na cidade e no campo. São experiências que propõem novas formas de olhar e aprender com a cidade e com o campo.

Clique nas cidades para conhecer

cada uma das experiências desta temática:

 

POLÍTICA DE EDUCAÇÃO INTEGRAL, GESTÃO E INTERSETORIALIDADE

CURRÍCULO INTEGRADO E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS PARTICIPATIVAS

DIVERSIDADE, INCLUSÃO E EQUIDADE

TERRITÓRIOS, CULTURAS E SABERES