POLÍTICA DE EDUCAÇÃO INTEGRAL,

GESTÃO E INTERSETORIALIDADE

 A construção de uma Política de Educação Integral em Tempo Integral, centrada na participação e orientada por uma perspectiva de equidade, é o objetivo das Redes de Ensino que entendem que a Educação Integral é direito de todas(os). E a construção de instrumentos para assegurar consultas amplas e participativas às comunidades escolares e locais, discutindo a ampliação do tempo e a organização escolar, é o caminho escolhido por estas Redes, pois não há como pensar que o enfrentamento das graves desigualdades sociais, que se manifestam também nas desigualdades educacionais no Brasil, pode acontecer por meio de uma política verticalizada e autoritária.

Assim, instâncias de participação nas escolas e creches, como os Conselhos Escolares, os Grêmios Estudantis, as Assembleias Estudantis e as Associações de Pais; ou ainda, em nível local, como os Comitês de Educação Integral, os Fóruns Municipais, Estaduais ou Distrital de Educação, os Fóruns de Conselhos Escolares e os Conselhos de Educação são algumas das ações desencadeadas para garantir a implementação de uma política e de uma gestão de Educação Integral conectada à realidade na qual está inserida. 

Decisões conjuntas, colaborativas e embasadas na escuta da comunidade escolar para a melhoria na infraestrutura e no ambiente escolar, valorização das(os) profissionais da educação, formação continuada, financiamento e gestão de insumos, como alimentação e transporte escolar, são exemplos de um processo de participação e gestão democrática, que também propõe avanços no planejamento, implementação, monitoramento e avaliação da Política de Educação Integral em Tempo Integral.

Assim como a participação, a intersetorialidade também é condição para a construção de uma Política de Educação Integral em Tempo Integral pautada na equidade e qualidade. A articulação com diferentes políticas (Saúde, Cultura, Assistência Social, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, Esporte, entre outras) e órgãos públicos, bem como com organizações da sociedade civil (OSCs) e demais agentes da comunidade local, fortalecem o envolvimento da escola/creche ou da Rede de Ensino com o Sistema de Garantia de Direitos de Crianças e Adolescentes, na perspectiva da prevenção, atenção e proteção integral.

As experiências aqui apresentadas são inspiração para todas as Redes que trilham o caminho da gestão democrática e participativa, ao revelar processos de implementação de uma Política de Educação Integral em Tempo Integral pautados pela equidade, que se destacam pela potência do diálogo estabelecido entre diferentes setores do poder público e com organizações e movimentos sociais. 

As narrativas inspiradoras de gestão, centradas na participação de estudantes e da comunidade, contrapõem-se à lógica individualista de uma sociedade cada vez mais competitiva e relatam práticas solidárias e cooperativas, que mostram o fortalecimento do coletivo como espaço de aprendizagem de cidadania, de convivência e de valores democráticos.

POLÍTICA DE EDUCAÇÃO INTEGRAL, GESTÃO E INTERSETORIALIDADE

CURRÍCULO INTEGRADO E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS PARTICIPATIVAS

DIVERSIDADE, INCLUSÃO E EQUIDADE

TERRITÓRIOS, CULTURAS E SABERES