Por Álida Angélica Alves Leal, Luciana da Costa Dias, Maria Aparecida Martins da Silva Nogueira, Paulyane do Nascimento Ramos e Sulivan Ferreira Campos de Souza

A Escola em Tempo Integral é uma construção coletiva, cotidiana e com o território. As visitas guiadas são vivências.

Oficina de pintura durante Semana da Criança.

Foto: Equipe de pesquisadoras(es) do Projeto Experiências Inspiradoras

O rio Araguaia.

Foto: Álida Alves Leal

CORDEL DA ESCOLA MUNICIPAL
DE TEMPO INTEGRAL PROFESSORA NAIR DUARTE:

desafios e conquistas

O pôr do sol não é igual,

Lá no Bico é diferente.

Tudo começou na escola Nair Duarte,

junto com nossa gente.

Em Araguatins, terra querida,

O saber é reluzente.

 

No tempo da pandemia,

Tudo teve que mudar,

A escola se reinventou,

Pra o ensino continuar.

E foi nesse grande embalo,

Que um novo ideal nasceu,

A escola virou integral,

E um desafio então cresceu.

 

Antes disto, quarenta anos, 

De história, luta e dedicação,

Mas o projeto pedagógico

Ainda está em construção.

Com força e esperança,

A equipe se dedicou,

E aos poucos, com coragem,

A mudança se firmou.

 

Ser escola o dia inteiro

É tarefa sem igual,

Precisa corpo e cabeça,

Um trabalho integral.

Não é só sala e caderno,

É arte, cultura e ação. 

É formar corpo e mente,

Com saber e emoção.

 

O espaço pouco mudou,

O tempo, foi necessário reorganizar,

Professora buscando estudo

Pra melhor se preparar.

Currículo mais aberto,

Visitas sem igual,

Projetos de convivência

No ensino integral.

 

Vieram muitos desafios,

Mas também muita vitória,

Cada passo conquistado

Já faz parte da história.

O educando mais presente,

Aprendendo com prazer,

E a escola, em sua essência,

Se refazendo pra florescer.

 

Hoje a comunidade inteira

Sente orgulho e gratidão,

Pois a escola integral

É mais que educação.

É um sonho que se realiza,

Com coragem e ideal,

Formando cidadão,

Num futuro mais plural.

 

 Autora:

Paulyane do Nascimento Ramos,

bolsista do trabalho de campo

 

 

 

 

 

 

 

 

“A educação de Araguatins não tem paredes: tem horizontes!” É o que diz a Secretária de Educação, Ulissevânia Sales da Silva que, ao evocar a escritora Clarice Lispector, traduz os esforços de construção de uma Escola Integral em Tempo Integral em sua cidade como uma travessia coletiva, tecida por afetos, trabalho e esperança. 

Araguatins é um município com pouco mais de 30 mil habitantes, situado ao norte do Estado de Tocantins, na microrregião do Bico do Papagaio. O início da política de Educação em Tempo Integral, neste território, nasceu em 2021, em meio à pandemia de Covid-19, quando a nova gestão da Secretaria Municipal de Educação (SEMED) decidiu ousar sonhar com uma escola que ampliasse as perspectivas da população local e que fosse para além de seus muros. 

Na ocasião, a Secretária Municipal de Educação recém-empossada, com experiência na Rede Estadual, juntamente com sua equipe, buscou inspiração em referências pioneiras na cidade de Palmas (TO), que já realizava um trabalho nesse sentido. Após participar de um evento em que se discutiam as dificuldades financeiras e pedagógicas não só da capital, mas também de outras cidades próximas, lançou o desafio para sua equipe: por que não construir uma experiência educativa de Educação em Tempo Integral, em Araguatins? 

Foi assim que, mesmo com escassas informações e entre as incertezas da pandemia, o município iniciou seu percurso de construção de novos caminhos, reafirmando o compromisso coletivo com o direito à educação, rumo à reinvenção da escola em um tempo desafiador. Naquela ocasião, foram mobilizadas(os) professoras(es), comunidade e gestoras(es) da antiga Escola Municipal Professora Nair Duarte, em torno da ideia de construção de uma escola viva e em tempo integral. A implementação teve início durante o período do ensino remoto emergencial e, em 2022, a escola começou a funcionar presencialmente em tempo integral, tornando-se a Escola Municipal de Tempo Integral (ETI) Professora Nair Duarte.  

Nos primeiros meses de funcionamento presencial da Escola em Tempo Integral, o percurso foi marcado por improvisos e inseguranças. Os desafios eram muitos: falta de estrutura, de materiais, de pessoal e de experiência prévia. Contudo, por meio da articulação e do trabalho coletivo, aprendizados foram sendo tecidos, revelando que a construção de uma Educação Integral em Tempo Integral também é feita de partilha, coragem, dedicação e disposição. Nos anos seguintes, a instituição realizou diversos ajustes, buscando aperfeiçoar suas práticas de modo a dialogar com as necessidades e as especificidades da comunidade escolar, em sintonia com o território.

Espaço interno da ETI Professora Nair Duarte.

Foto: Álida Alves Leal

Atualmente, a ETI Professora Nair Duarte, pioneira na proposta dentro do município, tornou-se símbolo de um processo que amplia o horizonte da Educação Integral em Tempo Integral, localmente e nacionalmente. “Os olhares têm se voltado para ela”, relata a Secretária de Educação, orgulhosa do reconhecimento da escola que já figura entre as melhores da região, sendo destaque no Índice Nacional da Educação Básica (Ideb). 

Em suas práticas cotidianas, a escola reafirma seu compromisso com uma educação crítica e enraizada no território, que lê as avaliações externas de forma crítica e reflexiva, que transforma os resultados em aprendizado coletivo, que amplia experiências formativas das(os) sujeitas(os) que habitam seus territórios e que fortalece vínculos com a comunidade que lhe dá apoio e sustento. Ela tece conexões, dialoga com o território, o interroga e, nele, é também acolhida, construindo fortes vínculos de afeto e pertencimento entre sua comunidade. A ETI Professora Nair Duarte faz da educação um caminho de transformação social humana, pautada na coletividade, na escuta e na valorização das experiências vividas. 

TERRITÓRIO QUE EDUCA, COMUNIDADE QUE ACOLHE: EM CENA, AS VISITAS GUIADAS

Com 40 anos de fundação, a ETI Professora Nair Duarte demonstra forte compromisso com a equidade e a inclusão. Seu público é constituído, majoritariamente, por estudantes de famílias pertencentes às camadas populares. A equipe pedagógica da escola é composta, em sua maioria, por professoras(es) efetivas(os), no trabalho com a base comum, e profissionais temporárias(os), no trabalho com a parte diversificada, que atuam de forma colaborativa e articulada, integrando teoria e prática e garantindo a oferta de uma educação de qualidade, socialmente referenciada.

Desde a implementação da proposta de Educação Integral em Tempo Integral no formato presencial, em 2022, a escola tem diversificado suas atividades por meio de aulas dinâmicas e interativas, com o uso de recursos tecnológicos, jogos educativos, rodas de conversa e oficinas temáticas que, muitas vezes, contam com a participação de representantes da comunidade local. Junto a isso, também tem desenvolvido o Projeto Minha comunidade, meus saberes construídos: práticas pedagógicas integradoras através das visitas guiadas, que visa garantir uma aprendizagem significativa e integrada com a comunidade na qual está inserida. 

O “Projeto das visitas”, como ficou conhecido, é pautado na compreensão de que fora do espaço escolar  também se aprende. Ele emergiu do desejo de construir uma escola sem paredes, repleta de movimento e com múltiplos horizontes. Mais do que tirar a criança da sala de aula, a proposta consiste em abrir as portas da escola para o mundo e fazer dele um grande território de descobertas.

As visitas guiadas, realizadas pela ETI Professora Nair Duarte, inicialmente chamadas de “passeios”, estão articuladas às demais atividades previstas e ofertadas por suas(eus) profissionais. A coordenadora pedagógica Luciana da Costa Dias explica que as visitas, geralmente, são realizadas no turno vespertino, período das atividades diversificadas. São organizadas de forma coletiva e interdisciplinar, em horários de planejamento e estudos, que se constituem como momentos de trocas e aprendizados entre as(os) profissionais participantes. Funcionam como um elo que conecta toda a escola, entrelaçando-a também ao território. 

Estudantes visitam a Feira da Agricultura Familiar.

Foto: Álida Alves Leal

O planejamento coletivo das estratégias pedagógicas a serem adotadas é considerado um elemento fundamental para o alcance dos objetivos definidos por todas(os) as(os) profissionais envolvidas(os). 

Quanto ao planejamento das visitas, elabora-se, semanalmente, na escola, um cronograma de ações externas baseado no trabalho que está sendo desenvolvido pelas(os) professoras(es), assim como nos temas e conteúdos previamente organizados para atender essa demanda. Isso é feito às sextas-feiras, quando a coordenação pedagógica, a direção e o corpo docente da escola realizam reuniões para alinhar e delinear os temas, cronogramas, conteúdos escolares, conhecimentos e saberes populares a serem mobilizados. Nessas ocasiões também são definidos os espaços a serem contatados e visitados. 

Em sala de aula, por sua vez, as(os) estudantes participam de aulas diversas, assistem a documentários, fazem trabalhos em grupos, seminários, cartazes, rodas de conversa, debates, apresentações musicais/teatrais e outras atividades, a fim de compreenderem o tema previamente elencado, que será o eixo condutor das visitas. 

Os projetos que dão origem às visitas guiadas são, em sua maioria, ações temáticas e interdisciplinares que têm como finalidade o desenvolvimento de habilidades coletivas, significativas e relevantes, integrando diferentes disciplinas do currículo que utilizam estratégias como estudos de caso (in-loco) e aprendizagem baseada em problemas. 

“A ficha de observação tem um caráter mais investigativo, com vistas a orientar o olhar do estudante durante a visita. Está mais relacionada à etapa de observar e coletar informações. Suas perguntas estimulam os estudantes à atenção e à curiosidade. Ademais, serve como avaliação diagnóstica, mostrando o que cada aluno compreendeu ao observar. Então, quando chega na escola, o professor precisa analisar cada ficha de observação dos estudantes e, depois, precisa fazer essa socialização.”

 Luciana da Costa Dias, professora

As visitas realizadas pela escola têm abordado temáticas diversas, que envolvem desde a pesca sustentável, em parceria com a cooperativa e colônia de pescadores à beira do rio Araguaia, até a sustentabilidade, por meio de oficinas ofertadas por uma autarquia da administração pública indireta estadual, a Naturatins, no espaço da Feira do Agricultor. As crianças também participaram de atividades sobre direitos da(o) consumidora(or), com visita ao Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), e sobre sistemas de produção e agricultura familiar, em fazendas e feiras locais, onde puderam compreender o ciclo produtivo dos alimentos e reconhecer suas origens culturais e gastronômicas. 

Também foi estabelecida parceria com o serviço de limpeza urbana, culminando em visita ao aterro sanitário e campanhas de conscientização na escola. Já com a Secretaria Municipal de Saúde (SEMUSA), as crianças conheceram o processo de captação e tratamento da água, relacionando-o à importância da preservação ambiental. A Educação Financeira, por sua vez, foi abordada em visitas ao Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e ao Banco da Amazônia, promovendo aprendizagens lúdicas sobre economia e futuro sustentável. Outras ações envolveram esporte, lazer e proteção às crianças, com passeios ciclísticos e caminhadas educativas. 

Uma visita guiada aos pontos turísticos da cidade contribuiu para fortalecer o sentimento de pertencimento, identidade cultural e valorização das raízes locais. Para um grupo de crianças da escola, esta saída, na qual também estiveram no rio Araguaia, foi a mais marcante em suas vidas, até o momento. Em suas palavras, gestos e expressões, para além do rio e seu pôr do sol serem referências cruciais para a cidade, as crianças relataram que a visita proporcionou a presença de alguns familiares, com destaque para as mães, o que tornou o momento ainda mais especial. 

Atividade para conhecer a unidade do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON).

Foto: Álida Alves Leal

FEIRA DA AGRICULTURA FAMILIAR:
LUGAR DE CONHECIMENTOS, HISTÓRIAS E AFETOS

Em uma terça-feira de primavera, no mês de novembro de 2025, no final do turno da manhã, durante uma visita à Feira do Agricultor da cidade, uma turma de crianças do 5º ano desce do ônibus escolar, animada, curiosa e banhada por um sol de 40 graus à sombra. Mostram-se prontas para mais uma experiência de aprendizagem. 

Após a autorização das(os) profissionais da escola, espalham-se pela feira e se põem a interrogar o que está diante dos olhos. Entre cheiros, cores e vozes, as crianças iniciam suas incursões, observando atentamente tudo e todos ao redor. Nos olhares das(os) feirantes, consumidoras(es) e visitantes — entre elas(es), um ex-estudante da escola, da modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA) —, há um brilho que denota orgulho e reconhecimento: é a escola que chega para mais uma vivência. 

Durante a visita, há estudantes que permanecem paradas(os), outras(os) caminham, seja sozinhas(os) ou em pequenos grupos. Estão entre caixotes, cachos de bananas, sacos de farinha, bancas de crochê e, até mesmo, sentadas(os) sobre um carregamento de melancias. Em comum, têm lápis e cadernos nas mãos e, neles, fichas de observação e de experiência pelas quais a visita se transforma em descoberta, registrada com a boniteza da escrita das crianças.

Cada saída torna-se uma oportunidade para exercitar o pensamento crítico e ampliar horizontes, fazendo do território um verdadeiro espaço de investigação e descoberta. É nesse movimento curioso e inventivo que a educação construída pela escola se faz viva, pulsante e encantadora, tecida pelas mãos e pelos olhares atentos de quem aprende explorando o mundo. 

As fichas de observação e de experiência são instrumentos pedagógicos, implementados recentemente na escola, que se constituem como frutos de reflexões coletivas e aprimoramentos construídos ao longo do tempo. Cada uma das fichas tem um foco e uma função específica.

“Com as fichas, os estudantes ficam mais atentos e concentrados quando precisam anotar as observações e as impressões dos espaços que ela(e) está vendo, o nome dos colaboradores, uma informação mais precisa. Eles têm um foco e um objetivo com essas visitas e com essas fichas. Tem surtido um efeito muito bom.”

Luciana da Costa Dias, professora

A professora explica que as fichas de experiência têm um caráter reflexivo. Sua finalidade é estimular as(os) estudantes ao registro de suas percepções pessoais, especialmente suas descobertas durante a visita, em um processo de síntese da experiência vivida.

 

As fichas expressam um movimento de avaliação contínua da escola em relação às suas práticas. Isso subsidia a consolidação de algumas ações e a reelaboração de outras, sempre em diálogo com as(os) estudantes, sujeitas(os) que dão vida e sentido ao que é realizado pelas(os) profissionais da ETI Professora Nair Duarte. 

Visita à Feira da Agricultura Familiar e conversa com Valdine Reis de Sousa, egresso da ETI Professora Nair Duarte, na Modalidade EJA

Foto: Paulyane Ramos

Destaca-se também a profícua relação comunidade-escola estabelecida pelo Projeto das visitas, que foi se enraizando no cotidiano da cidade. A população de Araguatins passou a acolher e abraçar as ações da escola, fazendo brotar uma pedagogia que emerge do encontro entre cidade e território. 

“(…) Quando os pais vão matricular as crianças, ficam empolgados, porque percebem que nós não ficamos só dentro das salas de aulas. (…) A comunidade vê isso também, vê todo esse trabalho. (…) É normal as pessoas verem os alunos lá na feira, porque a gente leva com frequência. A contribuição dos colaboradores, da comunidade, da família que confia no trabalho e nos professores é fundamental. (…) As visitas se configuraram como ações pedagógicas intencionais, planejadas de modo a, realmente, promover essa formação integral dos nossos estudantes. (…) A receptividade da escola, da comunidade, dos colaboradores, das famílias principalmente e dos estudantes é muito valiosa. (…)”

 

Luciana da Costa Dias, professora

Roda de capoeira.

Foto: Equipe de pesquisadoras(es) do Projeto Experiências Inspiradoras

Com a realização das visitas guiadas, não são apenas as(os) estudantes que constroem processos educativos. A comunidade escolar e a população de Araguatins também aprendem com o processo de implementação do Programa Escola em Tempo Integral, reconhecendo que os fenômenos educativos estão profundamente conectados às vivências e aos saberes do território. Assim, diferentes espaços da cidade são ressignificados e reconfigurados como territórios educadores, convertendo-se em lugares de descoberta, pertencimento e afeto.

 

Esses espaços também passam a ser desejados e esperados pelas(os) estudantes, como ressalta a professora Luciana da Costa Dias ao contar que “as crianças anseiam por esse dia. A gente tem que ficar atento para contemplar todas as turmas”. A docente pontua que existe o sentimento de pertencimento a essa comunidade, como no caso da visita à feira onde trabalham a avó e a mãe de dois estudantes de uma mesma turma.

“É muito boa essa escola! O que é que tem aqui? Tem do porteiro à merendeira, ao professor e até à diretora. (…) Para as mães e pais que precisam trabalhar, uma escola de tempo integral é um sonho! A criança está ali, segura e aprendendo. Aprendendo pra vida! E, aqui, não vai só ficar trancada dentro da sala de aula. Está tendo novos horizontes, novas ideias. Inclusive, a minha filha disse que já quer ser professora. Se não fosse bem acolhida, será que ela ia querer ser professora? Ou não? Eu gosto daqui.”

Lídia Souza Lemes, mãe da estudante Maria Luiza Lemes Araújo, 7 anos, 2° ano da Escola em Tempo Integral Professora Nair Duarte

Nesse movimento de realização das visitas guiadas, a ETI Professora Nair Durante se expande para além de seus muros e o território se faz sala de aula, convertendo-se em um convite permanente a aprender com o mundo, a dialogar com ele e, também, a transformá-lo.

Produção das crianças a partir de oficinas.

Foto: Equipe de pesquisadoras(es) do Projeto Experiências Inspiradoras

UMA TRAJETÓRIA PROFISSIONAL COM AFETO E PROPÓSITO

Na ETI Professora Nair Duarte, em Araguatins, o som das vozes das crianças mistura-se ao de professoras(es) que acreditam na educação como transformação. À frente dessa equipe, está Diana Celma dos Santos Barbosa, uma gestora que fez da empatia, da escuta, do afeto e da colaboração a base de sua liderança. Com 18 anos de atuação na Rede Municipal e cinco dedicados à gestão, Diana construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com o coletivo. “Assumo com responsabilidade e identificação essa função. É gratificante ajudar meus colegas a construir a educação que sempre sonhamos”, afirma. Filha e sobrinha de educadoras, ela cresceu cercada de exemplos de dedicação. 

Desde os 18 anos, escolheu o mesmo caminho e, hoje, vive o orgulho de transformar vidas por meio do ensino público. A gestora acredita que o sucesso da escola nasce do sentimento de pertencimento, pois “quando as pessoas se sentem ouvidas, valorizadas e que são parte do processo, o trabalho flui naturalmente.” 

Na ETI Professora Nair Duarte, a gestão democrática não é apenas um conceito, é prática cotidiana. Reuniões de escuta, projetos colaborativos e o envolvimento da comunidade escolar formam o alicerce de um ambiente baseado na confiança e no diálogo.

Apesar dos desafios, especialmente a falta de autonomia financeira, Diana mantém o foco na construção de uma escola viva e criativa. “Com mais recursos, poderíamos ir ainda mais longe. Mas o que nos move é o compromisso com a educação de qualidade.” 

Afetividade e empatia são marcas registradas da sua liderança. Ela acredita que uma equipe feliz é capaz de resultados extraordinários, afinal, “quando as pessoas trabalham com amor e se sentem reconhecidas, tudo muda: o clima, o desempenho, a escola inteira.” 

Reconhecida nacionalmente como uma escola inspiradora, a ETI Professora Nair Duarte colhe frutos de um trabalho coletivo e afetivo. Para Diana, o segredo está na simplicidade do propósito. “A educação se faz com afeto. Quando nossas crianças estão bem, nossa escola e nossa cidade também estão.”

PARA CONSTRUIR NOVOS HORIZONTES DA EDUCAÇÃO INTEGRAL, EM ARAGUATINS

Na ETI Professora Nair Duarte, a implementação da Educação Integral em Tempo Integral tem promovido maior participação e engajamento das crianças, fortalecendo a autonomia, o pensamento crítico e a relação entre o que se aprende fora do espaço da escola. Os aprendizados construídos coletivamente têm ampliado horizontes e transformado a realidade, formando estudantes protagonistas, capazes de dialogar, argumentar e propor soluções criativas para os desafios cotidianos. 

Entre conquistas e desafios, a escola, sustentada pela coletividade, pela dedicação das equipes e pelo apoio da SEMED, reafirma seu compromisso com uma educação pública de qualidade, transformadora e enraizada no território. Tal como o pôr do sol no rio Araguaia, símbolo da beleza de Araguatins, a escola projeta no horizonte a certeza de que cada novo dia — ou cada nova visita— traz consigo a possibilidade de aprender, reinventar e seguir adiante.

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