
Por Adilene Nogueira Ferreira Ananias, Elaiz Buffon, Elsio Corá, Pablo Costa e Silva e Thiago Dutra de Camargo

Uma iniciativa que permite a crianças e jovens desenvolverem mais autonomia e confiança enquanto as famílias percebem a escola como um espaço de cuidado, aprendizagem e segurança.
Estudantes participam de atividades do Projeto Brasil somos todos iguais, na Escola Municipal do Campo Padre Antonio Vieira, em agosto de 2025.
Foto: Natália Tais Mincach
A Educação Integral é um projeto social de emancipação humana por meio da busca do desenvolvimento pleno do ser humano e do enfrentamento das desigualdades socioeducacionais. Um projeto que, para cumprir seus objetivos, deve ser estruturado a partir das realidades locais, das especificidades do território e das subjetividades pessoais (múltiplas(os) atrizes(ores) de cada contexto).
O município de Apucarana, localizado no Centro Norte do Paraná, tornou-se referência nacional na implantação e implementação da Educação em Tempo Integral como política pública de Estado, que não se reduz a apenas um arranjo administrativo congelado ou ao exclusivo aumento do tempo de permanência na escola, configurando-se em um projeto de transformação social, que envolve a reorganização do espaço, do currículo e das relações entre escola, famílias e comunidade.
Na concepção do Programa local, ampliação do tempo escolar só se traduz em inclusão e equidade quando é pensada de modo articulado ao desenvolvimento integral das(os) sujeitas(os) e à valorização do território.

Estudantes partifcipam de oficina de Kung Fu na EM João Antonio Braga Côrtes, em novembro de 2024.
Foto: Leandro Felipe dos Santos

Atividade do Setembro Amarelo,
na CMEI Olivio Fernandes, em setembro de 2025.
Foto: Lucineide Aparecida de Moraes
A EDUCAÇÃO INTEGRAL COMO POLÍTICA MUNICIPAL:
CURRÍCULO INTEGRADO E PROCESSO DE MONITORAMENTO
A trajetória da Educação Integral em Apucarana é marcada por uma visão de longo prazo e continuidade da política pública. O marco fundador ocorreu em 2001, com a promulgação da Lei Municipal nº 090, que estabeleceu as bases legais para a ampliação da jornada escolar.
A partir de 2005, as primeiras unidades municipais começaram a adotar a jornada integral, ainda de forma experimental. Essa fase foi caracterizada pela adaptação de prédios escolares, reorganização de horários e mobilização da comunidade escolar para elaborar um projeto coletivo.
E, desde 2013, a Educação Integral em Apucarana tem sido construída por meio de um currículo integrado, de nove horas diárias, com o ensino sendo estruturado com o suporte de 28 projetos curriculares desenvolvidos de forma lúdica, integrados a outras secretarias e espaços da cidade, abordando os Temas Contemporâneos Transversais da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
A partir de 2014, houve um salto qualitativo: o município investiu na reestruturação física das escolas, ampliando salas, pátios e espaços multiusos, e contratou profissionais especializados para conduzir atividades diversificadas, como música, dança, esportes, teatro, tecnologias digitais e projetos de Educação Ambiental. Essa etapa foi decisiva para consolidar a identidade pedagógica da escola em tempo integral no município, ampliando as oportunidades educativas e fortalecendo a inclusão social.
“Em Apucarana, a gente tem um turno único (…) e tem esse currículo que ele conversa. Ele intercala a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) com as atividades diversificadas.”
Alessandra Caldeira dos Reis, gerente educacional da Equipe Gestora na Autarquia Municipal de Educação de Apucarana
“A diferença está na rotina. Com nove horas na escola, meu filho encontrou na aula de kung fu a atividade que mais gosta. Isso ajuda a pensar no futuro e me dá tranquilidade para trabalhar, sabendo que ele está bem cuidado e alimentado.”
Izabel Encarnação Teixeira, mãe de estudante do 2º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Juíz Luiz
Na perspectiva da Educação Integral em Tempo Integral, as(os) estudantes passam a maior parte do tempo no espaço escolar. Sendo assim, no município, o currículo contempla diferentes áreas formativas e desenvolve aprendizagens relacionadas a pesquisas científicas, práticas culturais, artísticas, esportivas e lúdicas; tecnologias da comunicação e informação; cultura da paz e direitos humanos.
A política local prevê concepções e instrumentos de monitoramento e avaliação, reforçando o acompanhamento de forma contínua, realizada por meio da observação constante da(o) educadora(or), de modo a adaptar a sua metodologia conforme as necessidades individuais das(os) estudantes.
COMO OCORRE O PROCESSO DE AVALIAÇÃO
A política local prevê concepções e instrumentos de monitoramento e avaliação, reforçando o acompanhamento de forma contínua, realizada por meio da observação constante das(os) educadoras(es). Assim, é possível fazer adaptações na metodologia conforme as necessidades individuais de cada estudante.
Educação Infantil: Segue os parâmetros estabelecidos pelos Objetivos de Aprendizagens disponíveis nos Campos de Experiência da BNCC, conjugados ao referencial curricular do Paraná e do município. A avaliação é feita em cada atividade desenvolvida, com registros diários no planejamento das(os) educadoras(es) por meio de “Relatos Avaliativos” construídos de forma individual, nos quais são acompanhadas diferentes dimensões formativas.
1° e 2° anos do Ensino Fundamental (Alfabetização): Neste ciclo, a avaliação ocorre por meio dos “Pareceres Descritivos Individuais”, nos quais as(os) educadora(es) analisam as capacidades e dificuldades das crianças, possibilitando intervenções planejadas e visando a superação das dificuldades. (Apucarana, 2024, p. 20-21).
3°, 4° e 5° anos do Ensino Fundamental: O sistema avaliativo é realizado por avaliações diagnósticas e formativas nos diferentes componentes curriculares. Em relação à dimensão de monitoramento realizada pela Autarquia de Educação de Apucarana, deve-se ressaltar os instrumentos internos e externos.
Dentre as avaliações internas realizadas nas unidades escolares do município, há a aplicação, no início do ano letivo, das Avaliações Diagnósticas da Autarquia Municipal de Educação (AME) de Apucarana, elaboradas pela equipe pedagógica da AME, contemplando os componentes de Língua Portuguesa e Matemática; campo semântico aos estudantes do 1º ao 5º ano; e Produção Textual para o 3º, 4º e 5º anos. Este formato possibilita à(ao) docente analisar o desenvolvimento individual de cada estudante para posteriores intervenções pedagógicas durante os bimestres.
Outra avaliação interna elaborada pela equipe pedagógica da Autarquia Municipal de Educação de Apucarana é o Simulado AME – Saeb, que consiste em uma etapa preparatória para a avaliação do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), direcionada às(aos) educandas(os) do 5º ano, para colaborar na análise da aprendizagem relacionada aos descritores de Língua Portuguesa e Matemática (Apucarana, 2024, p.22).
A essas avaliações internas, somam-se avaliações externas que buscam levantar dados quantitativos para acompanhamento de políticas públicas de educação, como a prova do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), a Prova Paraná, a Prova Paraná Mais e a Avaliação de Fluência de Leitura.


Ensaio da fanfarra estudantil da AME no Complexo Esportivo José Antônio Basso (Lagoão), em agosto de 2025.
Foto: Jordana Valéria Mendes
EQUIDADE E INCLUSÃO
A proposta de organização de uma Educação Integral para todas(os), no município, reforça a preocupação com a equidade, a inclusão e com uma Educação Antirracista. Nesse sentido, a rede se organiza para atender estudantes com deficiência, por meio de diferentes ações, que começam pela disponibilização de educadoras(es) de apoio — que auxiliam as(os) professoras(es) regentes no dia a dia da escola — e as(os) professoras(es) itinerantes — profissionais especializadas(os) em Educação Especial que atuam em diversas escolas dando auxilio a questões específicas —, e passam pela oferta de Atendimento Pedagógico Domiciliar, no qual a(o) professora(or) fica responsável por organizar as atividades a serem desenvolvidas em casa quando a(o) estudante está impossibilitada(o) de frequentar a escola, e de espaços de atendimento especializado.
Para alcançar equidade nas políticas públicas de Educação Integral, diferentes fatores devem ser considerados, desde a priorização do atendimento das(os) estudantes em maior vulnerabilidade socioeconômica, passando pela preocupação da inclusão de todas(os) no processo de aprendizagem, chegando na implementação de instrumentos diversos, como a construção de um currículo integrado, de políticas ou ações intersetoriais e da participação ativa dos territórios nos rumos e no dia a dia dos processos educativos.

A política de Educação em Tempo Integral, em Apucarana, atingiu o seu ápice em 2023, quando 92% das(os) estudantes da Rede Municipal de Ensino estavam matriculados em Tempo Integral, de acordo com o Censo Escolar, sendo 97% na Educação Infantil e 86,2% no Ensino Fundamental. Para essas(es) estudantes, a jornada estendida de nove horas diárias combina o currículo da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Além disso, nessa fase, a Educação Integral incorporou idiomas como a Língua Brasileira de Sinais (Libras), Inglês e Espanhol como componentes estruturantes da jornada ampliada, reforçando a visão de que o tempo escolar deve promover o desenvolvimento pleno de cada criança e adolescente.
“E a criança, estando na escola durante um período maior, garante uma menor taxa de evasão, que hoje é muito baixa no município de Apucarana. Nós tivemos uma taxa de 100% de aprovação no último ano.”
Ana Paula do Carmo Donato, Secretária Municipal de Educação
“A gente faz esse acompanhamento do aluno que era pré-silábico, a evolução dele para o silábico, seguindo até os níveis da escrita, para que ele conclua a alfabetização no final do 2° ano.”
Marcelo Rodrigues de Moraes, diretor da Escola Municipal Juiz Luiz Fernando Araújo Pereira

Vista aérea da EM Professora Maria Madalena Coco, em agosto de 2024.
Foto: Setor de Mídias da Prefeitura de Apucarana

PROCESSOS DE IMPLEMENTAçÃO E GOVERNANçA EM APUCARANA
A consolidação da Educação Integral em Apucarana é resultado de um processo planejado e articulado, que integrou diferentes setores do poder público, comunidade escolar e parceiras(os) locais. A ampliação da jornada escolar (nove horas diárias, das 7:30 até às 16:30, com uma hora de almoço e descanso) exigiu planejamento estratégico, investimento contínuo e uma visão de governança participativa e em rede, capaz de garantir consistência pedagógica e sustentabilidade financeira.
A política é liderada pela Autarquia Municipal de Educação, que atua como eixo de coordenação central, estruturada em setores como Engenharia, Merenda Escolar, Pedagógico, Transporte Escolar, Jurídico, Gestão de Pessoas e Operacional, cada um desempenhando um papel específico na promoção de um ambiente educacional propício ao desenvolvimento integral das(os) estudantes.
Fazem parte da política 24 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e 36 Escolas Municipais, de Educação Infantil, para crianças de 4 e 5 anos de idade, e de Anos Iniciais.
A gestão conta com assessorias pedagógicas específicas para cada ano e para cada componente curricular, garantindo acompanhamento técnico e alinhamento das práticas de ensino. Uma das inovações do município foi, em 2024, realizar o planejamento unificado em rede: os planejamentos anuais chegam prontos às escolas, elaborados coletivamente com especialistas e coordenadoras(es) pedagógicas(os), podendo ser ajustados pelas(os) professoras(es) conforme as especificidades de cada turma. Esse modelo oferece direção estratégica e autonomia pedagógica de forma equilibrada, fortalecendo a equidade na rede.
A formação continuada é pilar dessa governança. Professoras(es) do currículo regular recebem apoio em serviço, participando de oficinas, encontros pedagógicos e avaliações colaborativas. Já as(os) profissionais das atividades diversificadas, como dança, música e kung fu, trazem planos próprios, que são validados pela rede para assegurar coerência com o projeto pedagógico e integração com o currículo.
A infraestrutura também foi ampliada ao longo do processo: escolas receberam salas adicionais, pátios reorganizados, refeitórios adequados e espaços externos para atividades culturais, esportivas e ambientais. As melhorias físicas foram acompanhadas de investimentos em equipamentos e materiais didáticos.
O espaço físico das escolas busca possibilitar uma infraestrutura adequada para a Educação Integral em Tempo Integral de crianças e jovens.
A experiência de Apucarana também é marcada pela articulação intersetorial, envolvendo parcerias com as áreas de Saúde, por meio do Programa Saúde na Escola (PSE); com a Assistência Social, para o acompanhamento de famílias em situação de vulnerabilidade; com as pastas de Esporte e Cultura e com coletivos locais, ampliando as oportunidades formativas e fortalecendo o vínculo da escola com a comunidade.
"No início, o maior desafio foi a infraestrutura. Não bastava a sala de aula: era preciso espaço para brincar, para desenvolver a coordenação motora e a autonomia. Hoje, as crianças do integral chegam ao 1º ano mais preparadas, mais confiantes".
Aline Cristina Candido, diretora do Centro Municipal de Educação Integral (CMEI) Izabel Holak
Outro ponto a ser destacado é a alimentação escolar, pensada por uma equipe de nutricionistas com um olhar atento para a saúde nutricional e respeitando as especificidades de estudantes com intolerâncias alimentares. Estruturada a partir da parceria com a Agricultura Familiar, por meio do Programa Terra Forte, garante uma oferta diversificada de alimentos frescos, promovendo uma alimentação saudável e equilibrada.
Para se alcançar uma equidade nas políticas públicas de Educação Integral, diferentes fatores foram considerados, iniciando pela priorização do atendimento de estudantes em maior vulnerabilidade socioeconômica, passando pela preocupação da inclusão de todas(os) no processo de aprendizagem, chegando na implementação de instrumentos diversos, como a construção de um currículo integrado, de políticas ou ações intersetoriais e da participação ativa dos territórios nos rumos do dia a dia dos processos educativos.

AS VOZES DO TERRITÓRIO
UMA LEITURA ANALÍTICA
A partir de um processo de escuta de professoras(es), estudantes e famílias, por meio de questionário aplicado, é possível destacar alguns benefícios adquiridos pelas(os) estudantes do Programa. Entre eles, destacam-se:
- Permanência e aprendizagem;
- Desenvolvimento integral;
- Segurança e proteção;
- Alimentação e cuidados.
A análise dos dados levantados demonstra a existência de uma percepção da qualidade do cotidiano escolar na Rede Municipal de Apucarana. A combinação de alimentação equilibrada, segurança, rotina bem estruturada e tempo dedicado ao planejamento pedagógico contribui diretamente para a permanência e aprendizagem das(os) estudantes. Esses fatores consolidam um ambiente que favorece a equidade, garantindo que as(os) alunas(os) tenham condições semelhantes de acesso a um ensino mais inclusivo e estimulante.
A análise integrada também evidencia que os avanços observados resultam de práticas pedagógicas diversificadas, do alinhamento entre gestoras(es), professoras(es) e famílias, e do uso de dados e painéis de monitoramento como ferramentas de gestão territorial. Essa combinação permite responder, de forma ágil, às demandas locais e orientar decisões estratégicas, como a priorização de investimentos e a alocação de recursos humanos, identificada como o ponto crítico para garantir a equidade e a sustentabilidade do modelo.

Conversa em francês com estudante haitiano da EM José Idésio Brianezi, em março de 2025.
Foto: Raquel Brito Piedade Szpak
A experiência da Educação Integral, em Apucarana, demonstra que políticas públicas bem estruturadas, ancoradas em planejamento, monitoramento contínuo e participação social, são capazes de transformar o cotidiano escolar e os resultados educacionais. A forte adesão das famílias, a participação comunitária e a valorização das parcerias intersetoriais mostram que a Educação Integral em Tempo Integral, em Apucarana, transcende o espaço escolar, alcançando impactos sociais mais amplos.
O município tem um longo e inspirador caminho percorrido na implantação e implementação da Educação Integral, construído a mais de duas décadas, e um belo horizonte a alcançar.
Conheça mais detalhes sobre os resultados alcançados pelo Programa, em texto a respeito, disponível aqui

Desfile cívico em comemoração ao dia 07 de setembro, na Praça Rui Barbosa em Apucarana.
Foto: Isabella Ciesilski da Silva

Estudantes da EM Gabriel de Lara participam de Projeto Alimentação Saudável, em setembro de 2025.
Foto: Viviani Rosa Marcal

Equipe Pedagógica de Educação Infantil da Autarquia Municipal de Educação (AME) reunida para análise de materiais pedagógicos, em setembro de 2025.
Foto: Cristiane Andrade dos Santos

REFERÊNCIAS
APUCARANA. Lei Municipal nº 090, 21 de dezembro de 2001. Dispões sobre a jornada escolar no Ensino Fundamental do município de Apucarana. Apucarana: Câmara Municipal, [2001]. Disponível em: https://leismunicipais.com.br/a/pr/a/apucarana/lei-ordinaria/2001/9/90/lei-ordinaria-n-90-2001-dispoe-sobre-a-jornada-escolar-no-ensino-fundamental-do-municipio-de-apucarana-como-especifica. Acesso em: 22 dez. 2025.
APUCARANA. Lei Municipal nº 37, de 9 de outubro de 2024. Institui a Política Municipal de Educação Integral em Tempo Integral no âmbito dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEls) e Escolas Públicas Municipais de Apucarana. Apucarana: Diário Oficial do Município, [2024]. Disponível em: https://sapl.apucarana.pr.leg.br/media/sapl/public/documentoacessorio/2024/8949/autografo_no_37_24.pdf. Acesso em: 15 out. 2025.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília: Ministério da Educação/Consed/Undime, [2017]. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br
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