Implantação da Educação Integral no Município de Ouro Preto (MG)

A fim de elevar a qualidade do ensino diante dos desafios pós-pandemia, do baixo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e da mobilização da comunidade escolar e das famílias após a promulgação da Lei 14.640/2023, foi criada, em 2023, a experiência “Implantação da Educação Integral no Município de Ouro Preto (MG)”.
A iniciativa ocorre em 10 escolas municipais-piloto da cidade, distribuídas entre a sede histórica, distritos e subdistritos, e tem como principal objetivo oferecer uma formação crítica, reflexiva e emancipatória aos estudantes, assegurando o direito fundamental à educação.
Para isso, entre as principais ações desenvolvidas no âmbito da ampliação da jornada escolar, destacam-se a oferta de oficinas de musicalização, dança, teatro, esporte e lazer, informática, Inglês, Educação Ambiental e Patrimonial; a contratação e formação de estagiários via editais de seleção, com apresentação de planos de trabalho e entrevistas; a organização logística de transporte; a adequação de espaços escolares; e a diversificação da alimentação para os estudantes.
O processo de monitoramento e avaliação é conduzido a partir do acompanhamento pedagógico das oficinas; portfólios das escolas; reuniões formativas com equipes e atenção a indicadores como número de matrículas, adesão das famílias e envolvimento dos alunos.
Como resultados, foram observados o crescimento no número de matrículas (de cerca de 250, em 2023, para quase 500, em 2025); maior engajamento das famílias; fortalecimento de vínculos escolares; desenvolvimento de habilidades socioemocionais como empatia, criatividade e resolução de conflitos; ampliação de aprendizagens por meio da Arte, Cultura e Esportes; além do reconhecimento da Educação Integral como política pública municipal em construção.
A experiência afirma uma concepção de Educação Integral que vai além da ampliação da carga horária, valorizando o território educativo de Ouro Preto, a interdisciplinaridade e a formação integral dos estudantes como sujeitos críticos, criativos e cidadãos ativos em sua comunidade.




