Namaã i to’eü ina’nguutchi’īuü’: Experiências de Educação Integral em Comunidades Indígenas no Alto Solimões, Tabatinga (AM)

O desafio de alterar a realidade educacional de comunidades historicamente marcadas por desigualdades no acesso, na permanência e na qualidade da educação ofertada deu origem ao projeto “Namaã i to'eü ina'nguutchi'īuü': experiências de Educação Integral em comunidades indígenas no Alto Solimões, Tabatinga (AM)”. A partir da implementação da política de ampliação da jornada escolar, desde 2022 a iniciativa ocorre nas escolas da Rede Municipal de Educação de Tabatinga (AM), município localizado na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru e composto por população indígena, distribuída em diversas comunidades rurais e ribeirinhas. Com o objetivo de promover a equidade educacional, o projeto oferece a estudantes indígenas oportunidades ampliadas de aprendizagem, com práticas pedagógicas contextualizadas, inclusivas e que valorizam suas identidades, saberes e territórios.
Entre as principais ações desenvolvidas, destacam-se a escuta das comunidades, a realização de reuniões pedagógicas com lideranças locais, a formação continuada dos professores e a articulação entre as coordenações do programa, diretores escolares e professores indígenas, além de atividades que valorizam os saberes e a cultura indígena, como oficinas, práticas culturais e currículo interdisciplinar.
O processo de monitoramento e avaliação é conduzido pela Secretaria Municipal de Educação, por meio das secretarias de Políticas Públicas Educacionais e Qualidade de Ensino e pela Coordenação do Programa Escola em Tempo Integral, com base em indicadores como frequência dos estudantes, desempenho acadêmico, participação comunitária e relatórios pedagógicos.
Como resultados, foram observados a melhoria da frequência escolar, o maior envolvimento da comunidade nas decisões escolares, o fortalecimento das práticas pedagógicas integradas à realidade local e a ampliação contínua do número de estudantes indígenas atendidos em tempo integral no município.
Ao reconhecer, valorizar e respeitar a diversidade cultural, esta experiência promove políticas e práticas inclusivas, territoriais e dialógicas, que combatem e reparam desigualdades, assegurando equidade no direito à educação.


